Alunos do Viver Melhor passam por avaliações em Mogi Mirim

Testes apontam evolução física e medem diferentes capacidades, como força, flexibilidade e equilíbrio

Os alunos do Viver Melhor, projeto que é realizado pelo Instituto Família Barrichello e atua para o desenvolvimento físico, cognitivo, motor e socioafetivo de idosos, passam por uma série de avaliações que são realizadas no início e no término de cada ciclo. Os testes, que funcionam como indicativos para medir a evolução física dos participantes nesse intervalo, são divididos em três pilares: força, com o exercício de sentar e levantar de uma cadeira repetidamente em um período de 30 segundos; flexibilidade dos membro inferior; e equilíbrio, que consiste na permanência em posição unipodal (apoiado em uma perna só) durante mais 30 segundos.

Em Mogi Mirim, cidade do interior paulista que recebe o Viver Melhor em quatro núcleos – Ginásio Maria Paula (Vila Dias), Clube São José, Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz) e Ginásio do Tucurão -, as avaliações foram realizadas na primeira quinzena de abril. De acordo com o educador Marcelo Hunger, os resultados são bastante positivos para os idosos que frequentam as atividades com regularidade.

“Aqueles que praticam as atividades e, vale ressaltar, frequentam regularmente nossas aulas, apresentam uma melhora considerável, não só nos testes, mas principalmente no dia a dia. Dez meses atrás, eles tinham uma ação e um gesto biomecânico que hoje nem se compara tamanha a evolução. Evidentemente, esse crescimento se reflete em nossas avaliações. O aprendizado e a consequente qualidade do movimento são sinais dessa melhora na força, flexibilidade e equilíbrio desenvolvidos a cada aula”, disse o professor, que explicou a finalidade de aplicar os testes no início e no fim de cada ciclo.

“São dados que nos permitem organizar uma avaliação criteriosa sobre a melhora dos alunos. A partir dos testes, mandamos os dados para a Cris (Cristiane Peixoto, coordenadora técnica do projeto), que prepara toda a tabulação com os resultados comparativos. Assim podemos montar um levantamento estatístico individual e em grupo, observando também a melhora de cada aluno nas respectivas capacidades físicas e do grupo geral”, completou.

Os benefícios não são apenas ‘teóricos’. Os próprios idosos garantem que percebem clara evolução ao longo das aulas, como é o caso da pensionista Ana Ivani Rossetto Guarnieri, 69, que frequenta o Viver Melhor desde o início das atividades no Tucurão. “Me senti tão bem que até comemorei (risos). O teste mais difícil foi o de equilíbrio, mas depois deu aquela afirmada na perna e pronto (risos). O projeto me trouxe mais vigor e até emagreci 2 kg! É uma atividade que faz diferença em tudo, não sinto canseira, principalmente nos dias que venho aqui. E olha que trabalho em casa, vou ao sítio e faço tudo com muita disposição. Adoro!”, falou.

Aluna do projeto no Clube São José desde antes do início da pandemia da Covid-19, a cabeleireira Gilda da Silva Laurindo, 63, se destacou na avaliação de força: foram 25 repetições em apenas 30 segundos. “Gostei muito do meu resultado, não tive dificuldade. Antes de começar as aulas eu estava toda dura, não esticava de jeito nenhum. Melhorei muito! Sou cabeleireira, cuido da casa e os exercícios me ajudaram demais. A gente sabe que passou dos 60 anos, já começa a refugar (risos), mas eu ajudo a limpar a casa do meu filho, ajudo minha filha, corto cabelo nas casas das pessoas, cuido dos meus serviços e estou inteira. As aulas são realmente muito boas, queria até que houvesse atividade três vezes por semana! (risos)”, elogiou dona Gilda.

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