Com protocolo aprovado, Viver Melhor retoma aulas presenciais em Mogi Mirim

Atividades promovidas pelo Instituto Família Barrichello são realizadas em quatro núcleos espalhados pela cidade

Depois de um ano e meio de espera em função da pandemia causada pelo coronavírus, o projeto Viver Melhor, promovido pelo Instituto Família Barrichello, está de volta a Mogi Mirim. As atividades já estão disponíveis para idosos, com idade a partir dos 50 anos, em quatro núcleos instalados na cidade: Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz), Clube São José, Ginásio Maria Paula e Ginásio do Tucurão. Para a retomada das aulas presenciais, que são divididas em quatro momentos, com o foco no desenvolvimento de aspectos físicos e motores, socioafetivos, cognitivos e de saúde, foi elaborado um protocolo autorizado pela Vigilância em Saúde.

O retorno ocorreu no dia 28 de setembro, com a abertura das inscrições. Logo nos dois primeiros dias, o projeto ultrapassou a marca de 120 cadastros. A meta, segundo a gerente de projeto Paula Asbahr, é alcançar 240 atendimentos. “A expectativa é que o número cresça. O projeto tem duração de nove meses e o próximo ciclo já está pronto para ser encaminhado, também temos conversas muito positivas com a Vigilância Socioassistencial e a Secretaria de Esporte. A vontade de fazer acontecer existe. São notícias excelentes para Mogi Mirim”, afirmou Paula, que destacou a forma como o Instituto Família Barrichello se preparou para a retomada.

“Aprovamos o protocolo e, antes das aulas iniciarem, tivemos um domingo de formação com as supervisoras e os professores. Isso foi muito bacana para a atualização de conteúdo, conseguimos colher informações. Na sequência, começamos as inscrições e as avaliações, que acontecem duas vezes por ano e servem como base para avaliarmos o impacto físico, emocional e cognitivo que o projeto oferece. Os idosos que ainda não quiseram retornar, por estarem inseguros para participar presencialmente, continuam recebendo atendimento online”, disse a gerente de projeto.

“Eles voltaram extremamente animados, com muita vontade e uma energia que precisava ser gasta. Na primeira etapa da aula, que é a parte neuromotora, nós damos muita ênfase à questão cognitiva. Realizamos uma série de exercícios de aptidão e estímulo cerebral para que eles desenvolvam o aspecto mental. Além disso, por conta da pandemia, vale destacar a importância dessa retomada do exercício físico tanto para a saúde física quanto para a saúde mental deles. O projeto possibilita a liberação do estresse acumulado devido à Covid-19”, falou o professor.

Entre os idosos, o sentimento unânime foi de satisfação. O ferroviário aposentado Alberto Generoso de Oliveira, 73, garante que não vai mais faltar às aulas. “No começo da pandemia, eu deitava na cama, olhava para o teto e pensava que não tinha nada para fazer. A sensação era de vazio. Essa retomada é o que faltava, estou apresentando o máximo que eu posso e não vou faltar nem um dia. Aqui estou rejuvenescendo. Isso sem falar da alegria de estar junto com os amigos”, elogiou. A gerente aposentada dos Correios, Célia Lúcia Francisco, 63, tem raciocínio semelhante. “Estou no projeto desde o início em Mogi Mirim e sentia falta dos exercícios de força e aeróbicos. Estar aqui representa vida normal, embora a pandemia ainda não tenha acabado. É, sim, uma alegria”, concluiu.

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