Idosos aprovam metodologia do Viver Melhor e relatam evolução

Aulas são divididas em quatro momentos e facilitam desenvolvimento físico e mental 

O projeto Viver Melhor, realizado pelo Instituto Família Barrichello, tem como foco a autonomia dos idosos. Para alcançar o objetivo, o planejamento passa pelo Método Águia, desenvolvido pela supervisora técnica Cristiane Peixoto. As aulas têm duração aproximada de uma hora e são divididas em quatro momentos, iniciando pela parte neuromotora, seguido pelo trabalho de força muscular, cardiovascular e flexibilidade. A metodologia contribui para o desenvolvimento de aspectos físicos e motores, socioafetivos, de saúde e também cognitivos.

De acordo com a professora Yvi Freitas Sbegue, as atividades são planejadas par desafiar os alunos de diferentes formas, seja no estímulo do raciocínio ou no fortalecimento da musculatura e das articulações, igualmente importantes no processo de envelhecimento. A cronologia das aulas é proposital, encerrando com o alongamento e o relaxamento. “Eles aproveitam ao máximo e, no fim da atividade, têm um momento de conexão com eles mesmos, saem mais leves daqui”, contou a professora.

O policial aposentado Antonio Dias dos Santos, 73, frequenta o Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz), um dos quatro núcleos que o projeto Viver Melhor possui em Mogi Mirim, no interior paulista. Segundo ele, o momento mais prazeroso da aula é o de força. “Gosto e sinto que é o que mais necessito, tendo em vista a minha idade. Procuro fazer corretamente os movimentos e percebo o quanto as aulas são importantes. Desde que comecei sinto uma enorme diferença para fazer alguns movimentos e até caminhadas, a melhora na parte física é evidente”, falou.

Além do Acojamba, Mogi Mirim recebe as ações do projeto Viver Melhor no Clube São José, Ginásio Maria Paula e Ginásio do Tucurão. Companheira de núcleo de Antonio, a aposentada Carmen Benatti, 61, não esconde a preferência pelo trabalho de flexibilidade. “O que eu mais gosto é o alongamento, sinto um estímulo para o meu corpo. Eu tenho fibromialgia e com os exercícios percebo que há uma grande evolução. O agachamento, por exemplo, faz muita diferença. Além disso, me ajuda o fato de ter o compromisso de vir aqui e participar das aulas. Dá uma animada! Tanto que a minha casa fica a cerca de 1 km daqui, mas venho e volto caminhando”, relatou.

Já a dona de casa Cícera Maciel de Araújo, 61, garante que não tem preferência. Perguntada sobre qual momento da aula que considera mais especial, ela não titubeou. “Todos!”, afirmou, antes de justificar a resposta. “As aulas são muito completas. Com os exercícios de força, as dores que eu sentia com a bursite passaram. Isso foi fantástico! Para as pessoas da nossa idade, cuidar da cabeça também é super importante. Gosto tanto que fiz aulas virtuais na pandemia e quando soube que as atividades presenciais voltariam, meu coração ficou cheio de alegria. Essa interação é boa para o corpo e para a cabeça, o reencontro foi muito esperado”, finalizou Cícera.

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