Instituto Família Barrichello apoia a Campanha ‘Velhice não é doença’

Você sabia que velhice pode ser considerada doença em 2022? Isso mesmo, a Assembleia Mundial de Saúde, órgão de Governança que estrutura e apresenta as ações a serem cumpridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), prevê instituir a velhice como doença na Classificação Internacional de Doenças, em sua edição de número 11 – CID 11, a partir de 01 de janeiro de 2022.

Nós validamos a velhice como uma fase importante da vida, assim como a infância, adolescência, juventude e a fase adulta. E por meio do Projeto Viver Melhor, refletimos com os/as idosos/as que essa é uma etapa da vida, que assim como as demais, precisa ter seus diretos de viver garantidos, com saúde, qualidade de vida e dignidade.

 A coordenadora do Projeto Viver Melhor, Dayane Alves, é especialista em envelhecimento, e explica que esse entendimento norteia a metodologia das aulas de forma que seja trabalhado nas atividades, reverberando na forma como tratam todos os alunos e como defendem a efetivação de políticas públicas que favoreçam o envelhecimento ativo e saudável.

“Ser idoso é um processo natural e consequente do envelhecimento que começa ao nascermos. Todo ser que vive está em constante envelhecimento, da criança ao idoso, e assim como qualquer outra etapa da vida, tem suas potencialidades e desafios que podem ou não ter doenças”, explica Dayane.

Por isso, o Instituto Família Barrichello apoia a Campanha Velhice não é Doença, movimento que sendo promovido a nível nacional, com apoio de diversas entidades. “Quanto mais pessoas e organizações, assinarem, conseguiremos chegar com mais força e argumentação na Organização Mundial da Saúde para reverter essa decisão”, reforça Dayane.

 A velhice não pode ser sinônimo de doença, pois é uma alteração biológica do estado de saúde, que não ocorre exclusivamente em pessoas a partir de seus 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente da sua idade. Dayane explica que se passarmos a considerar uma pessoa a partir de 60 anos como sendo uma pessoa doente pelo fato de ter chegado na velhice, será atestado que 34 milhões de idosos, a partir de janeiro de 2021 são doentes, independentemente de sua real condição de saúde.

Além disso, ela alerta que “sem dados reais dos motivos pelos quais a pessoa tenha falecido, teremos impactos significativos na formulação de políticas públicas, diagnósticos epidemiológicos e sociais, afinal, será que uma pessoa em seus 65 anos, que antes teria falecido em decorrência de um derrame, agora será de velhice em razão do diagnóstico do CID-11?”.

Outro fator importante levantado pela especialista em envelhecimento, é que com essa determinação, poderá haverá a supervalorização da juventude eterna, de cosméticos e medicamentos para “prevenir o envelhecimento”, que é natural, biológico e só não envelhece que não vive. “O preconceito contra as pessoas que estão nessa fase da vida, pode aumentar, trazer grandes impactos, psicossociais e econômico”, conta ela.  

O Instituto Família Barrichello tem o papel informar a sociedade para que esteja ciente sobre essa alteração e suas consequências, não só para a população que hoje está na velhice, mas para as milhares de pessoas que estão na infância e fase adulta. O Brasil é um dos países que mais envelhece, com o 5°lugar no mundo com o maior número de pessoas com mais de 60 anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Quanto mais pessoas se informarem e se engajarem nessa causa, mais vozes teremos na Organização Mundial da Saúde, para reverter esse retrocesso que nega a velhice como uma etapa da vida”, conclui Dayane.  

Para assinar o manifesto acesse: https://bit.ly/3BRaIz2

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