Viver Melhor estimula a conscientização da violência contra a pessoa idosa

Atividades realizadas pelo projeto protegem e mantêm idosos ativos mental e fisicamente

O mês de junho é de especial reflexão para o Viver Melhor, projeto realizado pelo Instituto Família Barrichello que atua a favor do desenvolvimento físico, cognitivo, motor e socioafetivo de idosos. No dia 15, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data, reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, após a mobilização da Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, estimula a proteção aos idosos e repudia qualquer atitude violenta ou de negligência contra o público da terceira idade, o que ocorre nos aspectos físico, discriminatório, psicológico ou sexual.

O combate à violência contra a pessoa idosa ganhou mais relevância em razão da pandemia da Covid-19. Afinal, a necessidade do isolamento e o distanciamento social, somados ao natural avanço da idade, contribuíram para a vulnerabilidade dos idosos. Com o avanço da vacinação e a consequente retomada das atividades presenciais, o projeto Viver Melhor intensificou as ações em seus quatro núcleos instalados na cidade de Mogi Mirim, no interior de São Paulo. Através do Método Águia, sustentado em quatro pilares – desenvolvimento neuromotor, força muscular, cardiovascular e flexibilidade -, os idosos estão mais ativos mental e fisicamente.

“É fundamental para a minha saúde, sentia muitas dores nas pernas e nos braços antes de começar as aulas. Hoje, venho para cá participar da atividade, cuido da casa, preparo o almoço e fico com o meu neto à tarde. Estar ativa aos 62 anos é muito importante e o exercício me faz sentir mais viva e atenta. O meu lado psicológico melhorou muito também. No projeto, exercito bastante a minha memória e percebo sinais de melhora”, contou a cozinheira Dolores Silva Andrade, que participa do Viver Melhor no Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz). Os demais núcleos em Mogi Mirim ficam no Clube São José, Ginásio do Tucurão e Ginásio Maria Paula, no bairro Vila Dias.

As aulas são oferecidas duas vezes por semana em cada polo. O educador Marcelo Floriano, 41, reforça a influência positiva que as atividades têm para proteger as pessoas da terceira idade e permitir que elas tenham maior qualidade para viver. “Muitos alunos não têm essa oportunidade de se exercitar ao longo da vida e, quando chegam à velhice, sentem dores e sofrem de patologias, estão menos protegidos. O método que nós utilizamos trabalha em quatro pilares, passando pela força, flexibilidade, parte neural que é fundamental para criar novas sinapses, e também a parte cardiorrespiratória”, explicou.

Além do ganho gerado pela metodologia, a interação entre os alunos é outro fator positivo, devido ao aspecto social e criação de novos vínculos, o que também favorece o comportamento ativo. A microempresária Maria Rita Domingues de Freitas, 68, que começou as aulas em 2021 no Ginásio Maria Paula, dá o testemunho. “Sinto uma disposição incrível. Hoje, consigo fazer tudo, estou atenta, cuido da casa, saio para ir ao banco, faço o mercado… Estar bem contribui muito para evitar qualquer tipo de violência. O que ajuda também é o clima positivo que toma conta de nós no projeto. E olha que, quando comecei, nem conseguia fazer o agachamento… Aprendi a amar o movimento”, relatou, antes de ressaltar que leva as atividades da aula para casa. “Tenho muita energia para olhar as minhas netas e levo para elas as brincadeiras que aprendi aqui”, concluiu.

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