Viver Melhor reforça protocolos para atividades em Mogi Mirim

Com a alta no número de casos de Covid-19, aulas seguem orientações sanitárias criteriosas e aprovadas 

O recente aumento no número de casos de Covid-19 trouxe uma certeza: a pandemia causada pelo coronavírus ainda não acabou e é preciso ter cuidado para evitar o contágio. Além da vacina, fundamental no combate à doença, é importante seguir à risca as orientações sanitárias para que as atividades do dia a dia possam ser realizadas com o menor risco possível. Promovido pelo Instituto Família Barrichello, o projeto Viver Melhor atua em Mogi Mirim com o desenvolvimento de aspectos físicos, motores, socioafetivos e cognitivos de idosos. Com a atenção à saúde redobrada, os protocolos foram reforçados para a continuidade das aulas presenciais.

Nos quatro núcleos espalhados pela cidade – Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz), Clube São José, Ginásio Maria Paula e Ginásio do Tucurão – há cartazes educativos e totem para limpeza com álcool em gel 70%. O uso de máscara é obrigatório durante toda a atividade. “Ao longo da aula, repetimos esse processo de higienização. Além disso, pedimos aos alunos que tragam de casa garrafinhas de água e toalhas”, contou a professora Thais Posi Bordignon, que destacou ainda os benefícios oferecidos pelo projeto para liberar o ‘estresse’ acumulado pela pandemia.

Professora Thais Posi Bordignon
Professora Yvi Sbegue

“As atividades físicas são fundamentais para a boa saúde. O retorno que recebemos dos idosos é incrível, eles falam para nós sobre a disposição que têm e de como isso interfere nas tarefas do dia a dia. É evidente que alguns alunos ainda têm receio de participar pelo momento que atravessamos, mas o nosso protocolo é rigoroso e seguro. A preocupação é coletiva: sempre que alguém apresenta qualquer sintoma gripal, é dispensado da aula”, relatou. As aulas em Mogi Mirim foram retomadas no dia 28 de setembro do ano passado, com o protocolo autorizado pela Vigilância em Saúde.

Aluna do projeto, Eunice Aparecida Guimarães, de 65 anos, testou positivo para Covid-19 em julho de 2020, no início da pandemia. A aposentada não teve sequelas graves, mas chegou a sofrer com a perda da memória. “Na época, ainda não existia vacina. Foi complicado, mas eu me recuperei. Participo das aulas no Viver Melhor há três meses e já notei uma melhora na ‘cabeça’, inclusive pelo convívio com as outras pessoas. Hoje, já tomei as três doses da vacina e ainda evito as aglomerações, mas participo das atividades porque sinto que elas são seguras”, disse.

Eunice Aparecida Guimarães, de 65 anos

A sensação de proteção descrita por Eunice se deve, em boa medida, à atenção dada pelos educadores durante os encontros. “Assim que eles chegam, nós aferimos a temperatura e direcionamos os alunos para o totem de álcool em gel 70% antes da aula. Nós lembramos sobre o uso da máscara sempre, inclusive quando alguém dá uma ‘abaixada’. Em relação ao plano de aula, não temos mais uma pausa para todo mundo tomar água. Agora, cada um bebe água quando estiver com sede. Isso evita aglomeração e que eles tirem as máscaras juntos. Além disso, quando utilizamos materiais em alguma atividade, passamos o álcool em gel antes e depois do uso”, comentou a professora Yvi Sbegue.

Segundo ela, o fato das aulas serem realizadas em espaços amplos também colabora para diminuir riscos. “Os alunos tomaram cuidados, ficaram um pouco mais receosos com a alta dos casos, mas reforçamos todos os protocolos. No núcleo Acojamba, por exemplo, as aulas estão sendo realizadas no campo, e não mais no salão, o que permite a circulação de ar. Eles (idosos) estão atentos para seguir o protocolo e sabem que a atividade física é essencial para a saúde. Quanto mais parados ficam, pior. O projeto traz apenas benefícios para a saúde e a adesão tem sido muito boa”, concluiu Yvi.

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