Atividades do Viver Melhor transformam vida dos idosos

Aos 75 anos, Teresa encontra nas aulas uma forma de superar problemas crônicos de saúde

O despertador toca às 7h30 e dona Teresa levanta elétrica. Sobra disposição à ajudante de serviços gerais aposentada: após o café, ela cuida da calopsita, do canário e dos dois cachorros com os quais divide uma casa na cidade de Mogi Mirim, no interior paulista. Sem parar, Teresa lava as roupas, cuida do quintal e limpa a casa. Ela só evita subir em escadas ou cadeiras, tarefa que deixa para o neto, quando recebe sua visita. Quem vê a energia de Teresa de Azevedo Costa, que em abril irá completar 75 anos, não imagina que ela sofre com uma série de problemas crônicos, como a osteoporose, ‘bico de papagaio’ na coluna e artrose nos dois joelhos. 

Dona Teresa não faz cerimônia para revelar que o maior medo que tem é “ficar de cama, dependendo dos outros”, como ela diz. “O que eu vejo de idoso caindo na rua, você não faz ideia. Eu não quero isso para mim. Vou ao banco, pago minhas contas, faço minhas compras. Não dependo de ninguém”, falou com firmeza. A solução que a aposentada encontrou para manter-se saudável e transformar a própria vida foi a atividade física. Há cerca de três anos, Teresa conheceu o projeto Viver Melhor, realizado pelo Instituto Família Barrichello, cujo propósito é o desenvolvimento de aspectos físicos, motores, socioafetivos, de saúde e também cognitivos dos idosos.

“Vi um cartaz, resolvi participar e não saí mais. Meu filho, se eu não faço os meus exercícios eu não ando!”, contou a aposentada, que também faz aulas de alongamento e hidroginástica. “O projeto é muito bom, as minhas dores acabaram. Hoje mesmo eu amanheci travada, mas fui e saí sem dor. A turma é muito unida e os professores são excelentes, fazem os exercícios com a gente, nos corrigem, ajudam nas dificuldades. E a ‘cabeça’ melhorou também, viu? Eu ‘era’ muito esquecida, mas estou super bem agora”, relatou, destacando que já traçou as metas para o ano.

“O meu principal objetivo em 2022 é ficar cada dia melhor. Vou trazer mais amigas para cá, sempre que eu vejo uma das ‘meninas’ com algum probleminha, recomendo o projeto do Instituto Família Barrichello. Estou super feliz com as atividades”, disse Teresa, que frequenta as aulas no Ginásio Maria Paula, no bairro Vila Dias. O Viver Melhor possui ainda mais três núcleos instalados em Mogi Mirim: Clube São José, Ginásio do Tucurão e Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz).

RECOMEÇO

As ações do projeto foram retomadas em 2022 já na primeira semana do ano. De acordo com o professor Marcelo Hunger, a novidade em relação ao novo ciclo é o trabalho direcionado para o fortalecimento dos músculos abdominais e musculatura do core, além de pequenas alterações na sequência de exercícios aeróbios. “A base da metodologia, porém, segue a mesma, com a parte neuromuscular, de força muscular, o trabalho cardiovascular e, depois, alongamento e flexibilidade. O conceito do Método Águia sempre se mantém”, afirmou.

O professor informou que devido ao aumento no número de casos da Covid-19 em Mogi Mirim, somada à onda de gripe, o número de alunos sofreu uma queda na retomada das atividades. “Existe um receio, pois em Mogi Mirim o número de casos confirmados (Covid-19) é alto e isso requer bastante cuidado. Por isso, adotamos um protocolo rigoroso, com o afastamento, uso de álcool em gel e a utilização contínua de máscara, o que é uma exigência nossa. A boa notícia é que nos núcleos não tivemos nenhum problema nesse sentido: o respeito ao protocolo é muito grande”, completou Hunger.

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